
Capítulo um – SAINYA DARŚANA
Observando os Exércitos.
O Bhagavad-Gītā é composto de dezoito capítulos, cada capítulo culmina na mensagem de bhakti. Arjuna atuou no campo de batalha como se estivesse imerso na lamentação. Então KRSNA Explicou que a atma-dharma da jiva não tem relação com o dharma do corpo, dinastia e casta. Contudo, aqueles que se identificam erroneamente com o corpo como se fosse o verdadeiro EU não podem compreender isto. Enquanto a jiva permanecer atada em maya, identificando erroneamente que o seu corpo é o seu real ser, ela é forçada a padecer as misérias da lamentação, desilusão, medo e assim por diante. Portanto, é indispensável que aceite o refúgio de um tattva-vit guru.
Capítulo dois – SANKHYA YOGA.
YOGA através da analise.
A jiva percebe sua ignorância quando aceita o refúgio de um sad-guru. Então ela tenta se libertar das armadilhas ilusórias de maya pelo abandono de seus pensamentos independentes e respeitando as instruções de Śri Gurudeva. O sad-guru está livre dos quatro defeitos – a ilusão, a propensão de cometer erros, os sentidos imperfeitos e a tendência ao engano – por que é uma tattva-darsi ekantika prema-bhakta. Quando o sadhaka escuta as instruções provenientes da boca de lótus de seu misericordioso Śri Gurudeva ele passa a entender a diferença entre atma e corpo material. Também compreende os efeitos perniciosos do desfrute sensual e desenvolve apego por escutar sobre os pensamentos, características e glorias dos sthita-prajna munis. Então, pela influencia de sadhu-sanga, desperta em seu coração a consciência e a necessidade de obter tattva-jnana.
Capitulo três – KARMA YOGA.
YOGA através da ação.
Quando a jiva escuta as instruções de Śri Krsna, ela compreende que karma-yoga consiste dos esforços executados sem desejos egoístas (niskama-bhava) no serviço à Śri Bhagavan. Quando uma pessoa aceita a vestimenta de sannyasi, mas seu coração ainda está repleto de desejos por gratificação dos sentidos, então não é um verdadeiro sannyasi, mas um hipócrita, e nunca poderá obter auspiciosidade. A jiva deve executar seu karma como um serviço à Bhagavan porque a realização de karma para o desfrute sensual não produz nenhum resultado favorável. A execução de karma, tal como os yajnas védicos, pode outorgar prazer mundano, mas esse prazer é temporal e está mesclado com infelicidade. Contudo, karma-yoga purifica o coração. Portanto é favorável abandonar todos os tipos de akarma, vikarma e sakama karma (karma oferecido, desejando resultados materiais) e adotar unicamente o niskama-karma yoga oferecido à Bhagavan.
Capítulo quatro – JNANA YOGA.
YOGA através do conhecimento transcendental.
O capítulo quatro começa com instruções acerca de jnana yoga. Primeiro explica que uma pessoa só pode obter tattva-jnana genuíno através da misericórdia de Śri Gurudeva, que é um tattva-darsi. Esta misericórdia se manifesta através do processo de escutar de uma fidedigna sucessão discipular (srauta parampara) não se pode obter Bhagavat-tattva-jnana mediante o aprendizado mundano, a inteligência e o conhecimento. Também é explicado neste capítulo que em cada yuga aparece um avatara de Bhagavan. O nascimento e as atividades de Bhagavan são divinos (aprakrta), é loucura e ofensivo considerá-los mundanos (prakrta). Uma pessoa obtém tattva-jnana na associação de um tattva-darsi Guru, escutando gradualmente dele acerca das características únicas de jnana e sua superioridade em relação a karma-yoga. Ela poderá facilmente cruzar o oceano de nascimento e morte ao refugiar-se no verdadeiro tattva-jnana. o sadhaka não pode progredir se duvida disto. Se nele falta tattva-jnana, ele cairá e desviará do caminho e tornará a se enredar no ciclo do karma.
Capítulo cinco – KARMA-SANNYASA YOGA
YOGA através da renuncia da ação.
Quando o sadhaka alcança tattva-jnana, ele torna-se qualificado para karma-sannyasa yoga. Nesse momento compreende que a verdadeira sannyasa significa abandonar o apego pela ação e seus frutos. Para alguém cujo coração ainda está impuro, é benéfico e apropriado adotar karma yoga sem apegar-se ao processo e seus frutos, em vez de renunciar ao karma completamente. Niskama karma yoga oferecido a Bhagavan concede a qualificação (adhikara) para obter a natureza de brahma ou brahmapada; e aqueles que conhecem brahma alcança santi (paz).
Capítulo seis - DHYANA YOGA.
YOGA através da meditação.
Das instruções do tattva-vid Guru o sadhaka compreende que só pode meditar em Bhagavan quando o coração está purificado. Um yogi ou sannyasi genuíno está livre de todo o tipo de desejos materiais, porque ninguém pode alcançar a perfeição na yoga enquanto possuir desejos por desfrute material. A pessoa que deseja alcançar a perfeição na yoga deve se regular na alimentação e diversão. Esta perfeição significa: 1) enxergar Bhagavan como Antaryami no coração de todas as entidades vivas, e 2) compreender que todas as jivas existem somente devido os sustento e refugio de Bhagavan. Este capítulo também declara que um bhakta é superior a um karmi, a um jnani ou a um yogi.
Capítulo sete – VIJNANA YOGA.
YOGA através da realização do conhecimento transcendental
O estudo constante destas instruções conduz a firme compreensão que somente Bhagavan Śri Krsna é o limite último do Para-Tattva, a suprema realidade absoluta e que não há outro Parama-Tattva além Dele. E que somente pela rendição exclusiva a Seus pés de lótus pode alguém se torna livre do cativeiro de maya. Existem quatro tipos de pessoas que não tem qualificação para ocupar-se em Bhagavad-bhajana por executar atividades ímpias: os tolos, o mais baixo da espécie humana, aqueles cuja natureza é asurica (demoníaca) e aqueles cuja sabedoria está encoberta por maya. Em contra posição, há quatro classes de pessoas dotadas com sukrti e que, portanto podem ocupar-se em Bhagavad–bhajana: os aflitos, os que buscam riquezas, os inquisitivos e os jnanis. Os bhaktas de Bhagavan são muito raros neste mundo. Não se pode obter beneficio eterno mediante a adoração de vários devas e devis.
Capítulo oito - TAKARA BRAHMA YOGA
YOGA com PARAM BRAHMA
Somente os ekantikas bhaktas de Śri Krsna podem conhecer os tattva, tais como brahma-tattva, karma-tattva, adhibhuta-tattva, etc.Os ekantikas bhaktas podem facilmente alcançar Krsna (Gita 8.14). Os bhaktas de Śri Bhagavan não tornarão mais a nascer (Gita 8.16). Somente por ananya bhakti pode-se alcançar Bhagavan (Gita 8.22).
Capítulo nove – RAJA GUHYA YOGA
YOGA através do conhecimento mais confidencial.
Raja vidya ou raja guhya refere-se unicamente a suddha-bhakti. a prakrit (natureza material) não é a causa original da criação cósmica, pois é somente pela inspiração de Bhagavan que ela (prakrit) obtém a potência para criar. É loucura e ofensivo pensar que Bhagavan Śri Krsna é um ser humano ou que seu corpo sac-cid-ananda é feito dos cinco elementos materiais como o corpo de uma alma condicionada ordinária (baddha-jiva). os genuínos mahatmas se dedicam no bhajana de Śri Krsna com humor devocional exclusivo (ananya bhakti) e Śri Krsna atende suas necessidades pessoalmente (yoga ksema) a dedicação ao bhajana dos diversos devadatas é contraria as regras prescritas, pois Krsna é o único desfrutador e senhor de todos os yajnas. Śri Bhagavan aceita tudo que seus suddha-bhaktas lhe oferecem com amor. No último sloka deste capítulo (man mana bhava mad-bhaktah), conclui que bhakti é o único meio de se alcançar Śri Bhagavan.
Capítulo dez – VIBHUTI YOGA.
YOGA através da apreciação das opulências de ŚRI BHAGAVAN.
Pelo o estudo sincero e constante deste capítulo, uma pessoa poderá compreender que Krsna é a fonte de toda a vibhuti (opulência) e saktis (energia), e que o universo material inteiro com todas as suas opulências é somente uma quarta parte de sua majestade. E quando ela obtém conhecimento sobre vibhuti, ela facilmente compreende que tudo é direta ou indiretamente relacionado com Bhagavan. Bhagavan concede buddhi-yoga a seus bhaktas para que eles possam obter tattva-jnana. Dessa forma sua ignorância é destruída e elas ocupam-se em bhajana com amor (priti).
Capítulo onze – VISVARUPA DARSANA YOGA.
YOGA através da contemplação da forma universal do Senhor.
Este capítulo revela que a visvarupa de Bhagavan é ilusória. Sua visvarupa (forma) é aprakrta nara-vapu, ou seja, transcendental e similar à forma humana. Somente os bhaktas cujos olhos foram untados com prema podem ter darsana de sua forma rasika sekara. Somente por ananya bhakti – yoga se alcança Bhagavan.
Capítulo doze – BHAKTI YOGA.
YOGA através do serviço devocional puro.
Esse capítulo explica que Svayam Bhagavan Śri Krsna é a Realidade Suprema e o Mais Elevado Objeto de exclusiva adoração da jiva. Os bhaktas dotados com ekantika bhakti são muito queridos por Ele e podem alcançar facilmente Bhagavan através de suddha bhakti, mas os nirvisesa brahmavadis só recebem misérias.
Capítulo treze – PRAKTI-PURUSA-VIBHAGA YOGA
YOGA através da compreensão da diferença entre natureza material e o desfrutador.
Este capítulo oferece uma profunda compreensão da natureza material e da entidade viva consciente (purusa). Através desta discussão Bhagavan concede tattva-jnana à seus bhaktas rendidos e os liberta do oceano que é o mundo material. Quando suddha-bhakti surge no coração, o resultado secundário é o aparecimento natural de jnana e vairagya. Portanto, com o propósito de reforçar e a firmar a compreensão de bhakti-tattva é necessário discutir acerca de jnana e vijnana. Quando o bhakta alcança tattva-jnana, ele se torna qualificado para obter prema-bhakti.
Capítulo quatorze – GUNA-TRAYA-VIBHAGA YOGA.
YOGA da compreensão dos três modos da natureza material.
Um estudo analítico deste capítulo conduz a compreensão que este mundo material se desenvolve simplesmente pela ação e interação das três gunas materiais: sattva, rajas e tamas. Os sadhakas que praticam bhakti yoga podem facilmente cruzar sobre estas três gunas e finalmente se torna qualificado para alcançar Bhagavan.
Capítulo quinze – PURUSOTTAMA YOGA.
YOGA através da compreensão da Pessoa Suprema.
Este mundo material se estende desde os sistemas planetários inferiores até os superiores e as jivas são partes separadas ou amsas de Śri Bhagavan. Quem se opõe a Bhagavan são atados por seu karma e vagam em diversas espécies de vida, inferiores e superiores. Contudo, uma pessoa deve, devido a boa fortuna, alcançar a misericórdia de um sad-Guru e comprometer- se, com todo o respeito, no bhajana de Śri Krsna, sabendo que só Ele é Purusottama. A absorção dos bhaktas na execução de Seu bhajana os faz conscientes de tudo e então eles podem facilmente cruzar alem do oceano deste mundo material.
Capítulo dezesseis – DAIVASURA SAMPADA YOGA.
YOGA do discernimento das qualidades divinas e demoníacas.
Este capítulo explica as naturezas daivicas e asuúicas. A jiva confundida pela maya de Bhagavan é controlada pela qualidade divina ou pela qualidade demoníaca. Quando ela toma refugio da natureza daivica fica inclinada a Bhagavat-tattva-bhajana. Contudo, aqueles que adotam a natureza asúrica se opõem a Bhagavan e com o resultado vão para o inferno. Aqueles que possuem a natureza asúrica pregam a filosofia mayavada. Portanto, é necessário libertar-se desta tendência asúrica. Isto pode ser alcançado executando Bhagavat-tattva-bhajana com fé e em associação com suddha-bhaktas.
Capítulo dezessete – SRADDHA-TRAYA-VIBHAGA YOGA.
YOGA através do discernimento dos três tipos de fé.
Este capítulo explica os três tipos de sraddha (fé). Uma pessoa desenvolve sraddha naquilo que é sattva, rajas ou tamas de acordo com sua associação e a natureza com que adquiriu com suas samskaras (impressões) anteriores. A nirguna sraddha aparece no coração da jiva quando está em associação com suddha-bhaktas de Hari. Ela pode então realizar bhajana de Śri Hari que é nirguna. Estes bhaktas são verdadeiros sadhus.
Capítulo dezoito – MOKSA YOGA.
YOGA da liberação.
Este capítulo explica a essência de todo o Gita. Primeiro Śri Krsna é identificado como mais elevado Bhagavat-tattva, então a instrução mais confidencial é dada. Aqui explica- se que uma pessoa pode alcançar rasamayi seva à Krsna na sua suprema dhama(morada) através da seguinte seqüência:
i)Rendendo-se a ele,
ii)Praticando os nove ramos de bhakti (navadha bhakti), e
iii)Aceitando refugio em bhava-bhakti.
Jaya Srila Gurudeva .
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